Abertura #1
Os governos devem implementar o Rendimento Básico Universal (RBU) porque a segurança económica se está a tornar uma infraestrutura essencial. A automação e o emprego precário expõem cada vez mais os trabalhadores a perdas súbitas de rendimento, enquanto os sis...
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Os governos devem implementar o Rendimento Básico Universal (RBU) porque a segurança económica se está a tornar uma infraestrutura essencial. A automação e o emprego precário expõem cada vez mais os trabalhadores a perdas súbitas de rendimento, enquanto os sistemas de segurança social convencionais muitas vezes deixam lacunas, impõem estigma e penalizam as pessoas por aceitarem trabalho. Um pagamento universal e incondicional cria um alicerce fiável para todos, sem criar essas desvantagens nos benefícios.
O RBU reduziria diretamente a pobreza e daria às famílias maior capacidade para pagar alimentação, habitação, cuidados de saúde e educação. Essa estabilidade pode melhorar a saúde, reduzir o stress e ajudar as pessoas a tomar decisões produtivas a longo prazo, em vez de permanecerem presas na gestão de crises. Também expande a liberdade genuína: os trabalhadores podem deixar empregos abusivos, os pais podem prestar cuidados, os estudantes podem adquirir competências e os aspirantes a empreendedores podem correr riscos sem enfrentar a indigência.
As objeções sobre o custo e os incentivos ao trabalho não são decisivas. Um RBU bem concebido pode ser financiado através de tributação progressiva, consolidação de benefícios selecionados e recuperação de grande parte do pagamento de rendimentos elevados através do sistema fiscal. O seu nível pode proporcionar segurança básica sem substituir as recompensas financeiras e sociais substanciais do emprego. Ao contrário da assistência com alvo restrito, não desaparece quando os destinatários ganham mais, pelo que aceitar um emprego os deixa sempre em melhor situação.
O RBU não é um pagamento pela inatividade; reconhece que os cidadãos precisam de uma base estável para participar significativamente numa economia em mudança. Devidamente concebido e implementado gradualmente, pode tornar a sociedade mais saudável, mais resiliente e mais dinâmica economicamente, garantindo ao mesmo tempo que o progresso tecnológico beneficia a todos, e não apenas aos que detêm a tecnologia.
Uma Renda Básica Universal soa compassiva, mas a aritmética é implacável e as consequências humanas são piores. Considere primeiro o custo. Pagar a todos os adultos, mesmo uma renda modesta, rapidamente chega a trilhões de dólares anualmente em uma grande econ...
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Uma Renda Básica Universal soa compassiva, mas a aritmética é implacável e as consequências humanas são piores. Considere primeiro o custo. Pagar a todos os adultos, mesmo uma renda modesta, rapidamente chega a trilhões de dólares anualmente em uma grande economia. Financiar isso exige taxas de impostos punitivas que sufocam a classe média produtiva e as pequenas empresas, ou imprimir dinheiro que acende a inflação. A inflação é especialmente cruel aqui: se todos recebem um cheque mensal fixo, proprietários, varejistas e prestadores de serviços simplesmente aumentam os preços para absorvê-lo, e o poder de compra desse cheque evapora. Os pobres acabam sem melhora, enquanto poupadores e trabalhadores com renda fixa são roubados silenciosamente.
Em segundo lugar, a RBU corrói o incentivo para trabalhar. Dinheiro incondicional, garantido independentemente do esforço, enfraquece a conexão entre contribuição e recompensa. Mesmo reduções modestas na participação no mercado de trabalho, espalhadas por milhões de pessoas, encolhem a força de trabalho, reduzem a produção e diminuem a própria base tributária da qual a RBU depende. Este não é um sistema estável; é um que mina seu próprio financiamento.
Em terceiro lugar, o trabalho não é meramente um contracheque. Ele fornece estrutura, propósito, desenvolvimento de habilidades e dignidade. Programas que pagam às pessoas para permanecerem ociosas correm o risco de fomentar a dependência de longo prazo e esvaziar o senso de iniciativa que tira indivíduos e comunidades da pobreza. Muito melhor investir em assistência direcionada, treinamento profissional, subsídios salariais e cuidados infantis que ajudem as pessoas a participar da economia em vez de sair dela. A RBU é um instrumento caro e contundente que gasta mais com aqueles que menos precisam, enquanto desestabiliza silenciosamente os preços, o trabalho e as finanças públicas. Os governos devem rejeitá-la.